Association Mucky au Brésil : protection des ouistitis
Associação Mucky do Brasil: proteção de saguis A associação “Mucky” de proteção de primatas foi criada em 1985 no Brasil. Ela recupera diversas espécies de saguis (presentes em todo o país e em grande parte ameaçados de extinção) provenientes do comércio ilegal de animais silvestres.
A destruição dos hábitats e o aumento das áreas de pecuária tornam esses animais um alvo fácil das populações locais que, por falta de informações e dificuldades sociais, voltam-se ao tráfico de animais para sobreviver. Esta associação reconhecida como de utilidade pública cuida atualmente de mais de uma centena de primatas.
Esses pequenos animais, que vivem em grupos familiares de 3 a 15 indivíduos, são onívoros, incluindo em sua alimentação insetos e a goma proveniente de árvores. Além de manter seu projeto em longo prazo, a associação “Mucky”
trabalha em colaboração com as populações locais na organização de patrocínios com o objetivo de desencorajar a domesticação e educar as populações locais com relação à proteção da fauna. São criados grupos de trabalho dentro de organizações para debater os problemas ambientais e de conservação. São organizados treinamentos em escolas, ministrados por profissionais da área (biólogos, veterinários, psicólogos), para sensibilizar os mais jovens na preservação das espécies.
O objetivo é ensinar um comportamento cidadão face ao desaparecimento de espécies animais, tendo em conta a extrema pobreza da população brasileira. Esta organização deseja, em longo prazo, servir de modelo para outras regiões do país, afetadas pelo tráfego de espécies animais e pelo desmatamento. O centro se estende por 20 000 m², sendo 580 m² em construções, e conta com 70 viveiros e um laboratório.
Ela emprega 17 brasileiros (tratadores, biólogos, educadores em meio ambiente…) e conta 5 veterinários especializados em diferentes áreas, que participam dos cuidados dos animais. Catorze voluntários também trabalham no projeto, para a difusão de informações, educação e manutenção do local. A cada dia os animais são recolhidos e tratados, já que a maioria sofre de sequelas decorrentes de abusos físicos e psicológicos.
Para evitar os efeitos colaterais de
medicamentos, a equipe do “Mucky” utiliza bastante homeopatia e substâncias naturais para prevenir diversos tipos de agressão química. Como esses animais têm um metabolismo bastante frágil, essa abordagem só pode favorecer o bem-estar dos residentes. Esses animais não podem ser soltos na natureza, em função da falta de meios financeiros e áreas de soltura adequadas. A maioria desses primatas, de qualquer forma, está de tal forma marcada pelo cativeiro e pelo Homem que não podem ser reintroduzida na natureza, em função de sua vulnerabilidade. Após ter estudado este projeto, a Fondation Brigitte Bardot decidiu auxiliar essa associação brasileira em sua luta para proteger os saguis do Brasil. Uma ajuda financeira lhe é concedida para auxiliar na compra de alimentação, principalmente frutas e legumes.
Fonte: FONDATION BRIGITTE BARDOT
Tradução: Alvaro Antunes
Association Mucky au Brésil : protection des ouistitis


Ces petits animaux, qui vivent en groupes familiaux de 3 à 15 individus, sont omnivores mais consomment également des insectes et de la gomme provenant des arbres. Afin de maintenir leur projet sur le long terme, l’association « Mucky » travaille en collaboration avec les populations locales en organisant des parrainages dans le but de décourager la domestication et d’éduquer les autochtones à la protection animale. Des groupes de travail avec des entreprises sont créés pour débattre des problèmes d’environnement et de conservation. Des formations sont organisées dans les écoles par des professionnels (biologistes, vétérinaires, psychologues) afin de sensibiliser les plus jeunes à la sauvegarde des espèces.
Leur objectif est de leur enseigner un comportement citoyen face à la disparition des espèces animales tout en prenant en compte l’extrême pauvreté de la population brésilienne. Cette association locale souhaiterait à long terme servir de modèle dans d’autres régions du pays, touchées par le trafic des espèces animales et par la déforestation. Le Centre s’étend sur 20 000 m² avec 580 m² de constructions, 70 volières, un laboratoire.
Il emploie 17 personnes d’origine brésilienne (soigneurs, biologistes, éducateurs environnementaux…) et 5 vétérinaires spécialisés dans différents domaines qui participent aux soins des animaux. Quatorze volontaires travaillent également sur ce projet pour la diffusion des informations, l’éducation et l’entretien des locaux.Chaque jour, les animaux sont recueillis et soignés car la plupart ont souffert de maltraitance physique et psychologique.
Afin d’éviter les effets secondaires des médicaments, l’équipe de “Mucky” utilise beaucoup l’homéopathie et des substances naturelles pour empêcher tout type d’agression chimique. Ces animaux ayant un métabolisme très fragile, cette démarche ne peut que favoriser le bien-être des pensionnaires. Ces animaux ne sont pas relâchés, faute de moyens financiers et de zones de relâcher convenables. La plupart des singes sont de toute façon trop marqués par la captivité et par l’Homme, ils ne peuvent donc être réintroduits dans leur milieu naturel du fait de leur vulnérabilité. Après l’étude de ce projet, la Fondation Brigitte Bardot a souhaité aider cette association brésilienne dans son combat pour la protection des ouistitis du Brésil. Une aide financière leur a été attribuée afin de participer à l’achat de nourriture, principalement des fruits et des légumes.







