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A grande matriarca do Mucky
Saudades, todos nós sentimos. Nem os que se dizem ser “mais sensatos” ou os que insistem em vociferar, “razão sempre antes da emoção”, escapam. Além das constantes batalhas travadas em razão do bem estar dos nossos primatas, somos ainda obrigados a driblar a ausência que alguns personagens deste pequeno santuário insistem em deixar.
Nós aqui do Projeto ainda não conseguimos descrever a falta que você, Pajeka essa carência inexplicável que vem em razão da sua partida. Mas, tudo bem. Você está imensamente perdoada.
Sabemos que você está com seu filho Kacique em um lugar maravilhoso jamais visto por nós. Um lugar reservado somente para os filhos da Mãe Natureza. Receba então dos seus filhos Tamoio, Kaiçara, Takaé e de toda a equipe Mucky nosso “obrigado” por ter nos presenteado com a sua convivência.
Por Solange Ferreira
Nosso pequeno herói mascarado
É assim que carinhosamente definimos Zorro, um sagui macho, ainda jovem, com pouco mais de dois meses aqui no Projeto. Este macaquinho foi resgatado após ter sido abandonado em frente a um Pet Shop. Nem o abdômen marcado por cordas, com as quais possivelmente serviam para contê-lo e a ausência de suas presas que ao que tudo indica foram serradas, conseguiram arrancar-lhe toda sua doçura. A amabilidade com a qual ele nos recebe é impressionante. Ao contrário do que esperávamos sua interação e sensibilidade com nós humanos é constante. Sua vocalização de agradecimento a cada refeição recebida e pelos afagos especialmente dispensados a ele é incessante. Percebe-se nitidamente a felicidade estampada em seu rosto mesmo estando longe das matas (onde é realmente seu lar) e por ter sido separado de sua família. O aprendizado que envolve respeito e reciprocidade verdadeira de amor que ganhamos todos os dias com a convivência destes filhos da Mãe Natureza não tem preço!
Por Solange Ferreira
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Falando de Pedrita…
Trazida pela Polícia Ambiental, encontrava-se muito fraca e assustada. Devido à falta de infra-estrutura do CETAS e trabalhando com o quadro de funcionários reduzidos, a filhotinha foi mantida sob meus cuidados, até então estagiária no local e estudante do quinto período de Ciências Biológicas. Pedrita, assim registrada, foi crescendo a base de leite de soja, papinhas de frutas e legumes, danoninhos, e, acima de tudo, muito amor.
Ciente de suas reais necessidades, a partir de dezembro do mesmo ano, me engajei na luta para encaminhar Pedrita a um criadouro conservacionista. Em apenas um mês, encontrei o Criadouro Primaves, em Passo Fundo – RS, onde Pedrita foi aceita com toda amabilidade pela Prof. e coordenadora científica Thaïs e pelo Biólogo e proprietário Luizandro Ferrari. Mas, dificuldades estavam ainda por vir…
Foram meses de espera pela verba para transportar Pedrita para seu novo lar. Até que, Prof.ª Thaïs Leiroz Codenott, percebendo minha persistência e esperança em proporcionar uma vida feliz à pequena primata, entrou em contato com a
fundadora do Projeto Mucky, em Itu – SP, Lívia M. Botar, que enfim a aceitou.
Outra vez me deparei com o percalço do recurso pedido para o transporte. Foi então que, com ajuda de algumas pessoas, consegui a quantia em dinheiro necessária para financiar a viagem.
Na noite do dia 01 de setembro de 2009, Pedrita entra na chácara que passaria a ser, de agora em diante, sua casa, seu lar, sua felicidade…
Atualmente, Pedrita vive feliz e segura em um recinto com seu companheirinho Bambam, um filhote de, aproximadamente, sete meses de vida, cujo qual foi carinhosamente adotado por ela.
Nossa história ainda não acabou. Além de vivenciar seu constante progresso, tenho hoje a oportunidade de ser mais uma guardiã dos 200 primatas brasileiros pertencentes no Projeto Mucky.
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Revista Época
Sagui cego tem como amigo sagui com deficiência motora
Funcho é o saguizinho de tufo-branco da foto, que já chegou cego ao Projeto Mucky, que dá assistência a primatas brasileiros. Sua história não é nem um pouco feliz: teve suas córneas queimadas por cigarro por algum maluco que tinha o intuito de deixá-lo mais manso. Completamente cego, chegou ao projeto ainda filhote, no fim de 2006. Muito assustado, dava gritos de pavor a cada vez em que era tocado. Para acalmá-lo, além de terapias florais e musicoterapia, os tratadores conversaram muito com ele. Depois de tanta atenção e carinho, hoje ele é mais tranquilo. Há cinco meses, o Chumbinho, outro sagui, chegou para fazer-lhe companhia. Ele tem deficiência motora e foi sensível o suficiente para aproximar-se de Funcho sem assustá-lo. Os dois vivem num viveiro com galhos especialmente adaptados. A interação entre eles é muito positiva: Chumbinho virou o guia e amigo de Funcho.
Fonte: Época – Blog Animal
Association Mucky au Brésil : protection des ouistitis
Associação Mucky do Brasil: proteção de saguis A associação “Mucky” de proteção de primatas foi criada em 1985 no Brasil. Ela recupera diversas espécies de saguis (presentes em todo o país e em grande parte ameaçados de extinção) provenientes do comércio ilegal de animais silvestres.
A destruição dos hábitats e o aumento das áreas de pecuária tornam esses animais um alvo fácil das populações locais que, por falta de informações e dificuldades sociais, voltam-se ao tráfico de animais para sobreviver. Esta associação reconhecida como de utilidade pública cuida atualmente de mais de uma centena de primatas.
Esses pequenos animais, que vivem em grupos familiares de 3 a 15 indivíduos, são onívoros, incluindo em sua alimentação insetos e a goma proveniente de árvores. Além de manter seu projeto em longo prazo, a associação “Mucky”
trabalha em colaboração com as populações locais na organização de patrocínios com o objetivo de desencorajar a domesticação e educar as populações locais com relação à proteção da fauna. São criados grupos de trabalho dentro de organizações para debater os problemas ambientais e de conservação. São organizados treinamentos em escolas, ministrados por profissionais da área (biólogos, veterinários, psicólogos), para sensibilizar os mais jovens na preservação das espécies.
O objetivo é ensinar um comportamento cidadão face ao desaparecimento de espécies animais, tendo em conta a extrema pobreza da população brasileira. Esta organização deseja, em longo prazo, servir de modelo para outras regiões do país, afetadas pelo tráfego de espécies animais e pelo desmatamento. O centro se estende por 20 000 m², sendo 580 m² em construções, e conta com 70 viveiros e um laboratório.
Ela emprega 17 brasileiros (tratadores, biólogos, educadores em meio ambiente…) e conta 5 veterinários especializados em diferentes áreas, que participam dos cuidados dos animais. Catorze voluntários também trabalham no projeto, para a difusão de informações, educação e manutenção do local. A cada dia os animais são recolhidos e tratados, já que a maioria sofre de sequelas decorrentes de abusos físicos e psicológicos.
Para evitar os efeitos colaterais de
medicamentos, a equipe do “Mucky” utiliza bastante homeopatia e substâncias naturais para prevenir diversos tipos de agressão química. Como esses animais têm um metabolismo bastante frágil, essa abordagem só pode favorecer o bem-estar dos residentes. Esses animais não podem ser soltos na natureza, em função da falta de meios financeiros e áreas de soltura adequadas. A maioria desses primatas, de qualquer forma, está de tal forma marcada pelo cativeiro e pelo Homem que não podem ser reintroduzida na natureza, em função de sua vulnerabilidade. Após ter estudado este projeto, a Fondation Brigitte Bardot decidiu auxiliar essa associação brasileira em sua luta para proteger os saguis do Brasil. Uma ajuda financeira lhe é concedida para auxiliar na compra de alimentação, principalmente frutas e legumes.
Fonte: FONDATION BRIGITTE BARDOT
Tradução: Alvaro Antunes
Association Mucky au Brésil : protection des ouistitis


Ces petits animaux, qui vivent en groupes familiaux de 3 à 15 individus, sont omnivores mais consomment également des insectes et de la gomme provenant des arbres. Afin de maintenir leur projet sur le long terme, l’association « Mucky » travaille en collaboration avec les populations locales en organisant des parrainages dans le but de décourager la domestication et d’éduquer les autochtones à la protection animale. Des groupes de travail avec des entreprises sont créés pour débattre des problèmes d’environnement et de conservation. Des formations sont organisées dans les écoles par des professionnels (biologistes, vétérinaires, psychologues) afin de sensibiliser les plus jeunes à la sauvegarde des espèces.
Leur objectif est de leur enseigner un comportement citoyen face à la disparition des espèces animales tout en prenant en compte l’extrême pauvreté de la population brésilienne. Cette association locale souhaiterait à long terme servir de modèle dans d’autres régions du pays, touchées par le trafic des espèces animales et par la déforestation. Le Centre s’étend sur 20 000 m² avec 580 m² de constructions, 70 volières, un laboratoire.
Il emploie 17 personnes d’origine brésilienne (soigneurs, biologistes, éducateurs environnementaux…) et 5 vétérinaires spécialisés dans différents domaines qui participent aux soins des animaux. Quatorze volontaires travaillent également sur ce projet pour la diffusion des informations, l’éducation et l’entretien des locaux.Chaque jour, les animaux sont recueillis et soignés car la plupart ont souffert de maltraitance physique et psychologique.
Afin d’éviter les effets secondaires des médicaments, l’équipe de “Mucky” utilise beaucoup l’homéopathie et des substances naturelles pour empêcher tout type d’agression chimique. Ces animaux ayant un métabolisme très fragile, cette démarche ne peut que favoriser le bien-être des pensionnaires. Ces animaux ne sont pas relâchés, faute de moyens financiers et de zones de relâcher convenables. La plupart des singes sont de toute façon trop marqués par la captivité et par l’Homme, ils ne peuvent donc être réintroduits dans leur milieu naturel du fait de leur vulnérabilité. Après l’étude de ce projet, la Fondation Brigitte Bardot a souhaité aider cette association brésilienne dans son combat pour la protection des ouistitis du Brésil. Une aide financière leur a été attribuée afin de participer à l’achat de nourriture, principalement des fruits et des légumes.








